4 Julho, 2008

43. Phoenix - If I ever feel better

22 anos de verões escaldantes e invernos abafados. E chuva, muita chuva. Daqui a umas horas termina o dia do meu 22º aniversário: um dia feliz, cartões, bolos e toda aquela paparicada que a gente geralmente só recebe nesse dia. O engraçado é que passei a semana inteira esperando por hoje, como se alguma coisa meio interplanetária fosse acontecer… Mas a coisa mais drástica mesmo seria que simplesmente algumas pessoas parassem de dizer: “Ah! Dia da independência dos Estados Unidooss” ou então o clássico “Nascido em 4 de julho… Tem um filme com esse nome, já viu?” - “NÃO!” - sempre penso com aquela fúria comedida. É o Tom Cruise na época boa ainda, mas já peguei nojinho do filme, nunca vou ver.

A verdade é que durante essa semana fiquei sim com aquela crise pré-aniversário, algo como rir da minha cara depois de conseguir fazer um Beehive da Amy Winehouse no meu cabelo e depois chorar todo aquele rio com a Ella Fitzgerald.  E depois rir, e depois chorar, e depois rir, e depois chorar. Coisa básica, nada de anormal. Na verdade, nenhum motivo especial além do fato de envelhecer mais um ano e de na maior parte do tempo não lembrar de muita coisa que aconteceu durante esses 22 anos e nem é por ressaca moral abafada, é por esquecimento mesmo, essa esclerose chegando… (exagero mode on)

O aniversário versão 2.2 vai ser provavelmente o melhor de todos, um daqueles que eu vou pra sempre contar e recontar, sem deixar a esclerose levar; dizer o quanto foi divertido estar cercada fisicamente de pessoas muito queridas, com outras também muito queridas no pensamento e no s2. Dia de subir na mesa, fazer a aniversariante-pode-tudo e cantar a música de hoje: Phoenix - If I ever feel better.

“Hang on to the good days
I can lean on my friends
They help me going through hard times
But I’m feeding the enemy
I’m in league with the foe
Blame me for what’s happening
I can’t try, I can’t try, I can’t try…
No one knows the hard times I went through
If happiness came I miss the call
The stormy days ain’t over
I’ve tried and lost know I think that I pay the cost
Now I’ve watched all my castles fall
They were made of dust, after all
Someday all this mess will make me laugh
I can’t wait, I can’t wait, I can’t wait…
If I ever feel better
Remind me to spend some good time with you
You can give me your number
When it’s all over I’ll let you know”

Agora eu vou ali porque acabou de chegar um bolo pra miiiiiiimmmmmmm hihihihihi.

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Por Isabela Ramos, um ano mais velha, mas com a alegria juvenil no coração sempre.

25 Junho, 2008

42. The Music – Getaway

Acontece com todo mundo. Certo dia, olhando na internet ou na MTV de madrugada, aparece um vídeo que lhe chama a atenção. A música lhe cativa na hora, mas nisso o nome da banda e da música já sumiram da tela. Só resta a guitarra com um riff básico, um vocalista com jeito de drogado e meio hippie com uma voz não muito comum.

Então o vídeo fica mais interessante, invoca de forma muito perfeita o felling da música. Funciona um ajudando o outro. A bateria da o ritmo dos cortes e das cenas. Você começa a torcer pelo protagonista do clip. Ele se dá mal no inicio, mas ai ele levanta e continua. A música continua forte e a atmosfera cresce. A velocidade fica mais intensa. A música essa hora já faz você balançar a cabeça de acordo com as notas. O baixo tem um som estranho que faz você pensar em sintetizadores.

Como música evento, sempre tem a quebradinha no meio. Só o baixo, a guitarra no fundo com um lirismo repercutindo os famosos ooohhhhh. Frases com verberação e então tudo para e a guitarra ataca junto com a voz, o clip engata a marca algo vai acontecer. A bateria explode a o vídeo fica frenético. Nesse ponto você já está cantando o refrão que se repete várias vezes com os gritinhos ecoando no fundo, e tudo que você quer agora é descobrir o nome da banda e a música para poder baixar na internet.

Valeu MTV, faz 6 anos que assisti esse clip e peguei essa música, muito aconteceu e me apareceu somente agora o disco. Mesmo depois de tanto tempo, essa mistura de sons e imagens explodiam na minha cabeça toda vez que precisava correr que nem um louco em direção de alguma luz branca com jeito de portal interdimensional.

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Por Gabriel Caldas

13 Junho, 2008

41. Queens of the Stone Age – Era Vulgaris

(Modo Hyper Cínico On)

Como solteiro nesse dia dos namorados falei com a Isabela que queria passar uma mensagem que não fosse favorável ao dia mundial do comercio banal. Todos estão cansados de saber que as grandes corporações inventaram esse feriado para conseguir vender mais produtos durante o meio do ano. Mas o que os casais fazem com esse conhecimento? Eles ignoram o fato se juntam na fila dos comandados pela mídia do consumo.

Você pode culpar eles? Experimente não dar um presente para a sua namorada nesse dia e você vai ter uma briga que vai lembrar as trincheiras da primeira Guerra Mundial. O ciclo vicioso provavelmente nunca vai acabar.

As pessoas são muito acomodadas para fazer algo diferente de todo o resto do mundo. Não é um exemplo a se seguir, mas sim um padrão comercial muito bem colocado na cabeça das pessoas.

Mas eu sou um realista pessimista, (e não, eu não estou solteiro por causa desses pontos fortes da minha personalidade), logo eu vejo todo esse ritual das pessoas no shopping pela a alegoria do que realmente é. Muito dessa filosofia barata e rabugenta veio de uma caminhada no shopping no dia 11. Ao som de Era Vulgaris a letra ganhou um vídeo clip pelo meu ponto de vista privilegiado vendo toda aquela massa sendo guiada pelas coleiras das lojas que mandavam eles comprar.

Então sorria. O presente que você comprou e ganhou fazem parte de algo lindo e maravilhosamente maquiado de amor em uma data tão falsa quanto as rosas de plástico de um motel barato.

There’s no love
There’s no love
There’s no love
Any place
Everybody else want to fall in love
Theres no room for love
In a modern sky
Living in the Era Vulgaris
Just drool in the dark
As you stare at the lights

(Modo Hyper Cínico Off)

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Por Gabriel Caldas

10 Junho, 2008

40. Super Furry Animals - Hello sunshine

Hello, sunshine! Tenho dito isso quase todos os dias desde que descobri que, astrologicamente, quando o sol entrar na minha casa tudo vai ser diferente. Sim, essa frase deve ter assustado vocês, mas não era minha intenção, tá?

Mas não é só por esse motivo que vou postar hoje. Aliás, esse post é um pequeno parêntese que farei aqui pois o Gabi e eu vamos continuar com as dobradinhas. O fato é que eu simplesmente senti que deveria postar essa música hoje.

Descobri “Hello Sunshine” vendo um filme lindo chamado Snowcake ou, na tosca tradução brasileira, Um certo olhar. Não vou me deter no filme, mas assistam, é muito bom mesmo e a trilha sonora, além de Super Furry Animals, tem Broken Social Scene e só por esse fato eu não preciso argumentar mais nada, né?

Eu não conheço nada sobre Super Furry Animals e eu confesso não ter tido tempo ainda de pesquisar sobre, mas essa música, ah… essa música… Ela simplesmente consegue me fazer sentir bem, com um sorriso no rosto, morta de cansada, mas com capacidade de gerir inúmeras coisas ao mesmo tempo. Ela me faz ter vontade de ver o sol nascendo e, acreditem, eu sou muito antipática com ele. Me faz querer reencontrar velhos amigos e rir de antigas piadas que nunca morrem ou simplesmente sair andando por aí e observar as pessoas andando apressadas por mim, enquanto eu estou tão segura de meus próprios passos. Ouvir essa música de repente me leva pra outra dimensão, uma em que tudo me parece bem fácil. Todas essas coisas e pensamentos que na dimensão comum não me deixam se tornam coisas mudas quando ouço essa música. Tenho direito de fugir. Até porque não posso desviar de tudo que está acontecendo e ainda vai acontecer. Mas ouvir essa música me faz sentir como se eu já tivesse chego lá. E é tão bom, tão bom, é dazlious*… E eu mal posso esperar.

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Por Isabela Ramos

*Assistam o filme e entendam.

30 Maio, 2008

39. Foo Fighters – Tired of You

Ou como depois de “caminhar atrás”, Dave ficou “cansado”.

Não é o melhor disco dos caras, mas nem por isso não é o caso de não ter músicas boas. One By One foi o primeiro CD que eu comprei do Foo Fighters. Claro, antes eu já tinha as músicas dos outros discos em mp3, e saca só como eu sou velho, eu tinha, assim como ainda tenho, fitas K-7 dos discos antigos!

Passando pelas músicas do disco, eu já curtia algumas até chega em Tired of You. “Cadê os gritos? As guitarras com riffs viciantes? A bateria do Tyler?”. Foi um susto de cara, mas ao tomar a letra para entender o por que dessa pausa do som porrada, vi que Dave estava querendo dizer outra coisa.

Não era mais uma música de raiva extrapolada, ou uma balada romântica com Walking After You. Isso totalmente diferente. Onde antes era amor se tornou um vicio. Algo que não traz muito prazer, mas sem saída. Ele carrega as magoas, promete ser o mentiroso, agüentar as más noticias tudo para dizer que não vai cansar de estar com ela.

Flertando com o Blues, Dave faz uma música totalmente diferente de tudo que já havia feito antes. E surpreende com a sutileza como a música cresce a cada refrão, com a sua voz não ficando mais alta só mais desesperada a cada repetição do refrão.

I won’t go getting tired of you
I won’t go getting tired of you
I’m not getting tired

Se você já está cansado de um relacionamento, essa é uma boa pedida. Toque essa música para a pessoa, (claro, faça ela entender a letra), depois disso é só falar que realmente não está cansado, só está terminando tudo.

Acredite, isso funciona.

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Por Gabriel Caldas

29 Maio, 2008

38 - Foo Fighters - Walking after you (X-Files version)

Não só de Tom Waits se faz o gosto musical do Gabi nem o meu, tá? Fiquem trank’s. Aliás, o Gabi e eu gostamos de muitas bandas em comum. E foi conversando sobre essas bandas e inclusive sobre a “liga” que temos em relação a algumas músicas específicas que surgiu a idéia de fazermos algumas DOBRADINHAS aqui no 365tracks, postando em seguida duas músicas do mesmo artista/banda que a gente gostar. Vai ser difícil escolher as duas melhores músicas de nossas bandas preferidas, mas Deus Indie é pai e eu tenho fé no coração.

Tá. Então vamos começar!

A nossa primeira dobradinha começa com Foo Fighters. Eu sei que todo mundo conhece Foo Fighters, pelo menos por causa de Monkey Wrench. Não? Tua última chance: lembra do clipe de Learn to fly, de 1999? Lembrou né? Uma graça o Dave Grohl de gordeenha no avião…

Eu nem queria falar, gente, mas tenho que lembrar do fato de que o Dave Grohl também foi baterista do Nirvana. Só isso lhe dava o direito de ser bem fodinha. Só que eu TENHO que dizer que o Foo Fighters fez MUITO bem pro Dave, por isso prefiro desvincular a imagem dele do Nirvana:

E esse cabelo grande e ensebado? (Eww). Mas tudo bem, a atitude grunge era o “poder” nessa época.

Hoje em dia eu faria bonito!

Além da geral no visu, o que lhe fez virar um dos meus maiores objetos de desejo, o Dave deu uma evoluída legal com o Foo Fighters, com direito a flertar com Jazz ao lado da Norah Jones no disco duplo In your honor, de 2005.

Devo confessar que já não ouço FF com tanta frequência e admitir que hoje em dia, pelo menos pra mim, eles não são mais tudo que eles já foram um dia. Sei lá, culpa da velhice, da criatividade em crise, da Pós-Modernidade, whatever… Mas continua sendo uma das bandas no meu coração.

A música de hoje é das antigas, uma das minhas preferidas: Walking after you (The Color and The Shape, 1997). A canção também faz parte da trilha sonora do filme Arquivo X - O filme e é essa versão que tô postando aqui hoje. Como uma boa nerd posso afirmar que não podia ter uma música mais bonita pra embalar esse romance vai-não-vai da Scully com o Mulder. Fora que foi a música-tema do meu primeiro amor… Aff! Ai, eu falei que eu não podia postar essa música! :P

Boa nostalgia pra vocês.

Download | Clipe no Youtube

Por Isabela Ramos

20 Maio, 2008

37. Tom Waits - Fumblin’ With the Blues

Ok, vamos colocar uma regra aqui. Tom Waits nunca é demais nesse blog.

Graças a Yasmin que me apresentou e a Isabela que é muito fã que me forneceu todos os discos, (ela sabe que está no meu testamento por causa disso), eu voltei a curtir um blues de primeira.

Sabe aquelas coisas que surgem em você? Uma verdadeira viagem no tempo. Foi assim com a primeira música que eu escutei do Tom Waits. Não sei explicar. Foi como tomar um copo do melhor whisky 12 anos depois de décadas de rehab, estar sentado no velho bar escutando aquela música perfeita. Era um prazer a muito tempo distante, mas agora de volta o sabor é doce!

Como hoje é o meu aniversário, eu me dei o prazer de uma auto homenagem falando sobre a minha música favorita do Tom. E como todo bom canalha, é claro que eu me sinto descrito na música.

Como uma Polaroid, a música mostra logo todas as coisas que eu amo nessa vida. Mulheres, álcool, mulheres, blues, mulheres, amor (é difícil! Mas eu quero).

Eu sei, soa extremamente canalha, um bruto mesmo. Mas como eu, a música é algo para se levar até o fim. Passando pela camada “Safado” que cobre esse rosto, existe um coração que bate forte. E logo se derrete pela garota certa. Ele demonstra o quanto é ruim para ela, “and I’m a pool-shooting-shimmy-shyster shaking my head When I should be living clean instead”, mas o bom coração clama pela garota dos olhos. A bela dama que vai salvar esse pobre coitado, um romântico mal compreendido dessa vida de bares e cigarros. (Ok, não totalmente, uso os meus vícios como virtudes afinal).

Até lá, enquanto ela não ouve os meus pedidos para ficar, (e eu continuo procurando por que a visão está meio desfocada), eu sigo em frente, com os bartenders como amigos, tocando um piano como se fosse o fim do mundo, com uma melodia que soa como os sonhos mais divertidos de uma vida longa e cheia de alegrias e cantando com uma voz rasgada com o cigarro no canto da boca.

Viver limpo, sem vícios não vale a pena se você não se diverte e ama tanto o quanto pode ou deseja.

Tom Waits6874

Eu poderia continuar por longas linhas, mas vou deixar isso para o meu blog. Baixe a música e acenda um cigarro, tome um copo de whisky e dê um beijo em uma bela mulher. Acredite, essa música tem esse poder.

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Por Gabriel Caldas

13 Maio, 2008

36. Oasis - Going Nowhere

“Time is running out”. É o que muita gente pensa quando o aniversário está chegando. “Deus, eu estou caminhando para a morte”.

Eu não sou uma dessas pessoas. Gosto de pensar no caminho e onde estou. O destino é um tanto quanto chato. Mas com a chegada do aniversário eu não tenho como não pensar no ano e como estão as coisas. Não sei por que, mas não me lembro de ter esses momentos e acreditar em felicidade. No momento estou escutando muito esse B-side do Oasis. Banda que me lembra quando ainda era “inocente”, não que eles sejam assim. Mas acho que a banda que levou a minha cabeça mais adiante. Afinal levar um fora da garota que você ama e passar a noite escutando “don’t go away” é quase um clichê da época.

Desde então o Oasis marcou a minha vida com muitas músicas “Cigarettes & Alcohol”, “Don’t Look Back In Anger”, “Cast No Shadow”, “D’You Know What I Mean?”, “I Hope, I Think, I Know”, que seja, sempre acontecia alguma coisa, (muitas até pelos títulos já diziam tudo), que lembrava uma das músicas dos irmãos Liam e Noel.

Sem dúvida essa música apela para momentos que passaram por mim. As coisas estão parecendo repetitivas demais em certo ponto e a hora de mudar tudo se mostra a frente, não que eu vá comprar um Jaguar como a música diz, mas estou a caminho de mudanças. Só espero chegar lá, (e ficar milionário também).

Lutando contra as amarras e todas aquelas coisas invisíveis que você sabe que estão tomando parte de algo em você. Na verdade nada mais é do que alguns complexos e problemas que temos que lidar, e nesse caso, estamos todos sozinhos indo para lugar nenhum em um trem.

Here am I, going nowhere on a train
Here am I, growing older in the rain
Here am I, going nowhere on a train
Here am I, getting lost and lonely
Sad and only, why sometimes does my life feel so tame?
Hey ‘ey

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Por Gabriel Caldas

11 Maio, 2008

35. Sunny Day Real Estate - Every shining time you arrive

Domingo por si só já é meio gloomy, como cantava a Billie Holiday. Piora um pouco quando você anda super cansado e meio abatido com os efeitos colaterais que algumas drôgas que você precisa tomar provocam. É uma dor de cabeça constante, um enjôo que não passa. Boca, olhos e pele muito secos (mais um motivo que não tá me permitindo fisicamente sorrir).

Acho que a boca seca é o que mais incomoda. Só que além de minha boca estar seca por causa do efeito colateral do remédio, lembro que muitas vezes já senti essa secura por não saber o que falar. Quem nunca se encontrou nessa situação? Então, me fazendo essa pergunta, parei de culpar só o remédio porque afinal das contas, não é só a Isotretinoína me fazendo mal. É também essa aridez de espírito. O gelo também seca as percepções.

Por muitas vezes eu questionei minha falta de força perante certos desafios, quando me senti pequena demais, nothing more than a feather moving in the wind, como a música de hoje diz. E a verdade é que realizei que sempre procurei por esses desafios, como se fosse louca por problemas, sempre querendo resolver as coisas e me frustrando quando não podia. Mas vazia quando eles não existiam mais, vivendo um tedioso Gloomy Sunday em cada dia do calendário. Talvez seja meu signo o culpado de tudo, enrolado demais… Sempre apaixonado demais.

A música de hoje é do Sunny Day Real Estate, que foi ouvida durante a produção desse post.

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Por Isabela Ramos

3 Maio, 2008

34. A Weather - Oh my stars

Têm aquelas paixões à primeira vista, né? Dizem que tem. Aquela coisa de você olhar pra alguém e ter a absoluta certeza de que estava escrito (MAKTUB). Nunca me ocorreu, fazer o quê… Apesar de desprovida desse tipo de acontecimento no quesito “relacionamentos interpessoais”, mais uma vez a música (sempre ela) me salva e me permite ter essa estúpida sensação de paixão eterna quando o tipo de música como a de hoje atinge em cheio meus ouvidos.

Quando ouvi A Weather pela primeira vez, balencei bonito. Como uma música conseguia reunir em sua construção tudo o que eu queria ouvir naquele exato momento? Um flerte fatal. Me ganhou por simplesmente ser. O violãozinho acústico, vocal duplo menino e menina que entra na cabeça fácil e, além de todos os prós, uma letra maravilhosa.

Indie-folk é a tag predominante no Last.Fm pra essa banda de Portland (EUA) formada por cinco iluminados que se juntaram e fizeram um disco muito gostoso de se ouvir, Cove (2008). Tem um disco anterior também, mas esse ainda não achei. De qualquer forma, deve ser bom. A Weather chega a ser poético de tão bonito que é. Às vezes os tons me lembram Kings of Convenience e até mesmo Nick Drake. A linha é mais ou menos essa. Fica a dica pra quem estiver num momento lo-fi.

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Por Isabela Ramos

1 Maio, 2008

33. Nine Inch Nails - Discipline

Trent Reznor é um cara meio louco. Não por que ele comprou a casa do Charles Manson para escrever e gravar um disco dentro dela, isso é só umas das coisas. Ele provavelmente é um cara motivado por vozes na cabeça que mandam ele fazer as coisas. Assim como o ultimo projeto dele, o disco de músicas sem vocal, Ghosts são 36 músicas…

Correção, ele acabou de lançar uma coisa nova! É isso mesmo. Saiu faz pouco tempo um single de graça, que segundo ele, foi escrito e gravado em uma semana, e em seguida colocado para download de graça. O mp3 já mudou o modo de consumir música, agora está ajudando mentes insanas a lançar o produto final sem gravadoras. Radiohead que o diga. Seguindo por essa linha, Trent já falou que vai seguir o caminho de colocar as músicas a venda na internet sem gravadora. Clamando ser assim um meio mais criativo e sem “interferências”, ou seja, sem executivos da gravadora mandando no material criado para ser arte, mas que acaba sendo modificado para fazer dinheiro na mão das pessoas erradas que comandam os meios de distribuição.

Perfeccionista, Reznor toca todos os instrumentos da música Discipline, que mantém a letra irônica e politicamente afiada nos moldes do ultimo disco, Year Zero. Batida forte, e som bem dançante, a música tem um riff de guitarra perfeito para uma festa, (regada a couro e sadomasoquismo como a letra insinua), mantendo o selo de qualidade NIN no single.

Tendo o meio de comunicação de massa mais efetivo do mundo como o seu playground e milhares de fãs a espera de material, é certo que ainda vem muitas insanidades da mente do workaholic Trent Reznor.

Download and enjoy. That’s an order!!!!

http://dl.nin.com/discipline/nin

(P.S: O site pede seu e-mail e caixa postal para enviar o link que libera o download).

Por Gabriel Caldas.

30 Abril, 2008

The Outsider

Grandes filmes de western mostravam um pistoleiro de fora chegando à cidade, atirando em todos os bandidos e salvando a mocinha, ele trazia paz para a cidade e a felicidade no final do filme.

Não tenho as armas, (pelo menos não de fogo), e isso não é um Western, mas a analogia serve para alguma coisa, (será mesmo? Acho que não), fui chamado para essas terras com o propósito de ajudar o blog com o meu ponto de vista todo especial louco, suprindo um lugar que não é fácil de preencher, o da Yasmin aqui nesse blog. (Sério, ela é bem baixinha, eu não teria como ficar no lugar dela sem perder a cabeça e o pescoço).

Meu nome é Gabriel Caldas e eu sou um alcoólatra. (Sempre quis me apresentar assim!).

Sou um escritor sem livros publicados ainda,  um diretor e roteirista de filmes e video clipes amadores e consumidor compulsório de música. Logo isso diz que eu tenho muito tempo livre para escutar muitas músicas enquanto escrevo ou fico letárgico na frente do PC olhando o mundo pela internet e me perguntando se o fim não chegou ainda ou por que está demorando tanto?

Como toda e qualquer boa pessoa, (como você caro leitor), tenho um gosto musical impecável, (porque gostar de axé, pagode e funk carioca é sintoma de defict no Q.I. ou doença). Sou do tipo que anda pela rua e quando ninguém está olhando, fico dublando o vocalista da banda que estou ouvindo no meu MP3. De Muse a Tom Waits, Mogwai a Green Day, até banda que gravou o disco ontem e eu no show de estréia da banda, na frente do palco grito: “You suck!” no final da primeira música. Sou chato como o Jack Black em Alta Fidelidade, mas também ciente de que tem muitas coisas boas que rodam por este mundo e estou disposto a achar e consumir, como um bom e velho vírus se aproveitando do talento dos outros para o meu deleite e conforto.

Espero aqui dividir com vocês impressões de boas músicas que eu tenho em meu pequeno arquivo pessoal. Novas, antigas, desconhecidas, obscuras… whatever, boas músicas! Leia, baixe a música e concorde comigo. Por que do contrário eu vou ignorar o seu comentário. (senso de humor irônico ou verdade? Você decide!)

 

Por Gabriel Caldas.

29 Abril, 2008

Snif, snif.

É com muito pezar que hoje, dia 29 de abril de 2008, venho a este blog comunicar a dolorosa partida de nossa companheira Yasmin Medeiros.

Calma. Ela não resolveu voar presa a um cacho de balões, não.

Nossa querida Yasmin está deixando o 365tracks [som de platéia triste]. Mas não odeiem ela, amiguinhos, ela está seguindo seu destino. [trilha sonora emocionante]

Tá, brincadeiras à parte, dêem um beigosmeligã e um breve tchauzinho pra Yasmin. Isso, daqueles curtinhos porque afinal de contas ela não cometeu blogcídio. Só que agora ela vai nos dar o prazer de namorar os textos dela no Lemon Juice, blog de variedades do Helio e dela, Sr. e Sra. Marques. Eles vão pôr em prática a língua sarcástica que o cara-lá-de-cima (ou não) lhes deu.

Muito Pepsamar quando forem visitar a Yasmin em sua nova empreitada bloguística, galera. Qualquer outra poçãozinha à base de hidróxido de alumínio ou chá de boldo também serve! Fica a dica.

Sentiremos sua falta, viada. Boa sorte no novo blog! Segue firme e radiante, sempre jovem e cantando a canção.

(Cartas quilométricas cheias de beijos de batom ou xingamentos alheios, favor direcionar-se aos comentários)

E como, parafraseando o Semisonic, “every new begining commes from some other begining’s end”, dêem graças e boas-vindas ao Gabriel Caldas, que já chega chegando ao 365tracks, prometendo arrancar sangue da galera (piada interna).

O nosso irreverente Gabriel, que inclusive já postou como convidado no blog, levanta do banco com toda garra e vitalidade para integrar o time 365, trocando as plaquinhas com a Yasmin.

Aproveitando a oportunidade, esclarecemos que mesmo mudando de time, acreditem: a meta ainda é a mesma. Como anda meio impossível postar todos os dias aqui (isso vocês já perceberam), contamos com a compreensão de todos e informamos que se as 365 tracks não se completarem em 2008, 2009 tá aí pra isso.

Então, aqui fica o registro da novidade. Nós torcemos para que o Gabi dê conta da parada aqui no 365tracks (coisa que não é fácil) e que a Yasmin deslanche com maestria os textos dela no Lemon Juice, lembrando que foi uma separação amigável, viu?

Que a força esteja com vocês!

Isabela Ramos

14 Abril, 2008

32. Daniel Ledwell - I have made you a mixtape

Adoro músicas calminhas e como meu dia-a-dia não anda nada calminho, tenho precisado muito delas no meu ouvido. Sempre fico ligada em alguma rádio online lá do computador da agência, por isso meu Last.Fm anda tão parado… Não tenho tido quase tempo de brincar com minhas mp3’s.

A vantagem é que tenho conhecido muitas músicas legais através do Musicovery, que já citei por aqui, e agora, mais do que nunca, através da CBC Radio 3, rádio canadense de finíssima qualidade e eu nem preciso explicar porquê. (Gente, Canadá, né? Terra da “Cat Power com clipes divertidos”, segundo a MTV). A Radio 3 é “especializada” em música indie e possui um ótimo acervo de podcasts, shows, live sessions e uma parte que lista o que anda rolando de mais novo por essas bandas congeladas de lá.

Foi na sessão “New Music” que achei o Daniel Ledwell com uma musiquinha tão fofa, tão folk, tão canadense, que continua o post anterior da Yasmin. Além dela, quem nunca fez uma mixtape? :P

Eu fiz muitas! O Daniel também fez! “I have made you a mixtape” dele é música de hoje que lembra toda essa nostalgia de trocas de fitas entre casais antigos… Na minha época, minhas fitinhas eram recheadas de romantismo, no melhor estilo Whitney Houston. (I have nothing! Nothing! Nothing! If I don’t have you…) Vale lembrar que eu ainda não tinha gosto musical bem definido naquela época, né? Mas era de fato uma delícia deixar a fita eternamente pausada e no REC até que “aquela tal música” finalmente tocasse.

“I have made you a mixtape” encanta com o violãozinho e a voz desse rapazinho super acústico que encontrei. Aqui o myspace dele pra vocês verem o quanto ele é legal. Aproveitem.

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Por Isabela Ramos

P.S.: O 365tracks anda meio abandonadinho. É que as donas do blog andam super ocupadinhas. We reeeally apologize. =\

29 Março, 2008

Muxtape!

muxtape01.jpg

Olá! Meu post de hoje é completamente off topic. Estou aqui pra apresentar uma ferramenta bem legal, o Muxtape. Como o próprio nome sugere, o site brinca com a metáfora das saudosas fitas cassete. Não participei muito da época, pois era pequenina. Cheguei a ouvir várias, odiava ter que trocar de lado e rebobinar, tive várias fitas gravadas pelos meus primos e meus pais, mas nunca fiz uma sozinha, nunca passei horas selecionando uma tracklist pra fazer uma mixtape. Talvez alguns leitores do blog que tenham nascido antes de 85 já tenham feito isso haha :)

Então o Muxtape surgiu com a proposta de reviver essa época. Funciona como se você fizesse upload de umas músicas num servidor qualquer, só que no site é mais bonitinho, tem o glamour da fitinha do lado e tudo mais. Você cria seu login, envia suas faixas e pronto! Pode mandar pra quem quiser e a pessoa escuta sem precisar baixar nada. Uma idéia retrô que funciona bem. Você pode criar nomes para suas mixtapes (claro, fazendo mais de um cadastro), enviar pro namorado, pra namorada, pro flerte, pra vó, pro chefe, enfim.

Quer saber como é? Aqui a minha ó: mimed.muxtape.com!

Fica a dica. Que tal a gente inverter os papéis e vocês criarem suas mixtapes e indicarem músicas pra nós do 365tracks? Quem quiser, pode colocar seus links nos comentários. Enjoy!

Por Yasmin Medeiros

26 Março, 2008

31. Zero 7 - Simple things

Amo Trip-Hop. Sério. Eu já gostava de Trip-Hop, Downtempo e essas coisas muito antes de saber o que eram realmente. Hoje eu posso dizer que sou de verdade uma Trip-Hop Freak, como alguém muito saudoso costumava dizer. A paixão pelos samplers, pelos tecladinhos suaves, pelas batidas marcadas, pela linha de baixo misteriosa começou com o Massive Attack, que me abriu as portas pra essa vertente eletrônica tão sedutora.

Uma das minhas bandas preferidas é claro que é o Portishead. O quanto eu enchia o saco das pessoas que só gostavam de Glory Box, gente… Porque ora, Portishead não é só isso, né? Tá certo que eu to tentando com todas as minhas forças engolir o novo Third. Mas convenhamos que ele não é tão fácil assim…

Fácil mesmo de gostar é o Zero 7. Acho quase impossível alguém conseguir torcer o bico pra serenidade e delicadeza das músicas. As melodias têm essa harmonia urbana do Trip-Hop, mas são recheadas de uma suavidade e de uma calmaria otimista que vai te envolvendo na tua solidão. Zero 7 se ouve sozinho.

Durante o dia, centenas de pessoas passam por você pelas ruas, a maioria delas cheias de perguntas pulsando na mente. Assim como elas, eu também tenho as minhas. Nenhum de nós pára pra ouvir questionamentos alheios e é nesse momento solitário que o Zero 7 aparece pra te dar um colo, um conforto intangível, algo que abafa os gritos ansiosos da sua cabeça.

O primeiro disco do Zero 7, Simple Things (2001), tem a 5ª faixa homônima que é a indicação desse post tão intimista.

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Por Isabela Ramos

14 Março, 2008

30. Daft Punk - Something about us

Tem aquelas músicas que você só ouve, gosta mas depois nunca mais tem o prazer de encontrá-la novamente. Tem aquelas músicas que você ouve, ama e vai logo no soulseek baixar. Estava no trabalho ouvindo o que o Musicovery tinha pra me oferecer. O Musicovery é uma webradio interativa super legal que te deixa escolher a época, o estilo musical e ainda varia sua escolha com outros adjetivos, tipo positivo, dark, calmo e energético. Você diz como quer o seu “prato” e eles te apresentam o cardápio. Você faz o registro e pode passar a música ou adicioná-la como sua preferida. Até aí não é novidade, né? O Last.Fm faz isso, o finado Pandora também fazia.

Enfiim, depois desse merchan gratuito, vem a indicação que o Musicovery me apresentou hoje. Há praticamente 15 anos surgiu na França o duo Daft Punk, formado por Guy-Manuel de Homem-Christo e Thomas Bangalter. Os parceiros surgiram cheios de identidade e acrescentaram um pouco mais no cenário da música eletrônica da capital parisiense. E o cenário é farto, vamos combinar, né?

Techno, house music, systhpop, eletroclash foram as tags que achei por aí classificando o Daft Punk. Quem nunca dançou “One more time” em alguma festa? Na época que essa música do Daft estourou nas pistas, eu me rasgava ao som dela quase todo final de semana nas festas de 15 anos das minhas amigas. (I’m not that old). Saída do mesmo disco de One More time, Discovery (2001), vem a música de hoje, que ao contrário do house super dançante, é bem calminha. “Something about us” também chega com uma tag mais pessoal: Fuck Music. Oh yeah, baby! Esse balanço gostosinho lembra Marvin Gaye e os sintetizadores delicados me lembram até One Evening da Feist.

Sem mais delongas, curtam a música. Ela é pra ser curtida mesmo! Lounge de comecinho de noite, drinks coloridos, fumacinha de Marlboro Light, flertes enigmáticos… Tesão, sedução, libido no ar…

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Por Isabela Ramos

12 Março, 2008

29. Get Cape. Wear Cape. Fly. - D.A.N.C.E (Justice Cover)

Parece mesmo que as novas bandas indie têm passado hoooras no brainstorm para achar seu nome de batismo (ou não). A verdade é que cenário indie está recheado de bandinhas com nomes cada vez mais originais. Nada de nome curto, nada óbvio demais. Tem mais é que chamar atenção e ser bom o suficiente pra aparecer na nossa lista do last.fm.

Seguindo a regra atual, a banda de hoje “Get Cape. Wear Cape. Fly” se apresenta. A banda inglesa tem como líder o menino prodígio Sam Duckworth, que só tem 20 anos e compõe e produz o GCWCF. No início deste mês, a banda lançou seu segundo álbum “Searching for the Hows and Whys”, o qual me lembra a alegria do The Postal Service, às vezes, com uma pegada de elementos eletrônicos super evidente e melodiosa. Porém, Duckworth e sua banda não param por aí. Muitas de suas músicas tem levadinhas folks, com violões acústicos bem arranjados, aqueles dedilhados suaves, sabe? Folktronic é a tag perfeita pra banda.

Em 2006, a Q e a NME Magazine concebeu o primeiro disco da banda “The Chronicles of a Bohemian Teenager” como uma fusão de indie/emo. Gente, juro que não achei nada emo nesse segundo disco. Simplesmente me soa bem pop e isso, pelo menos pra mim, não é necessariamente ruim. GCWCF é feliz e otimista.

Quem quiser conhecer mais a banda aqui vai o MySpace deles porque a música de hoje na realidade é um cover acústico de D.A.N.C.E do Justice que os caras fizeram especialmente pro NME Awards que eu confesso: achei sensacional.

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Por Isabela Ramos

11 Março, 2008

28. Giant Drag - Slayer

Uma das minhas manias é imaginar cenas de filme. Sim, em qualquer lugar. Andando na rua, no consultório médico lendo revista, na cama vendo T.V e, principalmente, ouvindo música.  Eu imagino um roteiro completo: diálogos, reações, fotografia, edição e trilha sonora. Às vezes, assistindo um filme qualquer, imagino uma música do meu HD naquela cena em particular. Às vezes, estou ouvindo uma música e minha mente automaticamente cria cenas pra essa música.

Com Slayer do Giant Drag não poderia ser diferente. Pra quem não conhece a banda, uma pequena introdução: era um duo californiano formado pela vocal/guitarrista Annie Hardy e pelo baterista Micah Calabrese.Veja bem, era. O Micah pulou fora há algum tempo, mas a Annie continua na banda prometendo disco novo e mais dois integrantes.

Pois bem, o som da ex-dupla é basicamente indie rock. Ao todo são dois trabalhos - um EP (Lemona) e um LP (Hearts And Unicorns). Slayer, a indicação de hoje, é do disco de estréia de Annie e Micah. A faixa é a última do CD, mas como dizem e eu concordo, “last but no least”. Definitivamente é a minha preferida do trabalho inteiro. Vou dizer o porquê.

Slayer é bem mellow. A voz doce de Hardy ecoa durante os exatos cinco minutos da música. Na primeira vez que ouvi, minha imaginação maluca já desenhou uma daquelas cenas hollywoodianas que o ator pega um Cadillac e atravessa o deserto da Califórnia com um ray-ban no rosto, um Marlboro na boca, os braços pra fora da janela e o vento no cabelo. Achei que fosse algo só meu, mas olhando o Last.fm da faixa pude comprovar que é uma opinião geral. As tags são: driving music, driving songs e road trip.

Slayer é uma injeção de calma, é doce e gostosa de ouvir. Se alguém que lê o blog tem uma playlist de viagem como eu, fica a dica pela inclusão dessa faixa do Giant Drag. “Wake me up in time for California”.

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Por Yasmin Medeiros

11 Março, 2008

Errata

Que gafe! No post sobre o She & Him, a pessoa que vos fala se enganou sobre o papel de Zooey Deschanel. Falei que ela tinha feito o papel de uma das groupies de Quase Famosos, quando que na verdade ela fez a irmã do William, interpretado pelo Patrick Fugit.

Lapso corrigido, não deixem de ouvir a música. Besos besos.

Por Yasmin Medeiros